segunda-feira, 27 de abril de 2009
Quote time
Quem me conhece sabe que sou fã até debaixo d'água do sujeito que escreveu o que segue:
"There are only two tragedies in life: one is not getting what one wants, and the other is getting it.”
- Oscar Wilde.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Nada vai nos separar (II?)
Muitas coisas bacanas acontecendo.
Na semana passada, estive em Venâncio para o aniversário de 60 anos do tio Eldo. Foi um festão. Fazia tempo que não via algumas pessoas, foi muito bom pôr a conversa em dia. Minha mãe era, de longe, a mais animada da festa - ninguém conseguia tirá-la da rodinha de dança. Minha dinda, com joelho estourado e tudo, também requebrou até o final da festa. Também teve Erasure e valsa com meu pai. Comida e sobremesa deliciosas. Mico de bebum e muuuuuitas gargalhadas. Foi a primeira vez que não me irritei com nada, nem com a criançada gritando no microfone querendo cantar música sertaneja.
Com os anos de terapia aprendi a superar a dependência emocional e a aproveitar de verdade os finais de semana na casa dos meus pais. Vou porque gosto (deles, do meu cachorro, da comida, da minha cama, de ver futebol, de ver F1 com meu pai, de tomar chimarrão antes do almoço e no fim da tarde, do churrasco - hm, e que churrasco!). Vou porque quero aproveitá-los enquanto posso. Em certo ponto da vida, sua efemeridade começa a ficar mais e mais evidente. É a ordem natural das coisas (que costumava me apavorar, mas que já não aparenta tanta monstruosidade), e ter consciência disso empresta mais qualidade a esses momentos.
Na volta a Porto Alegre, festa anos 80 com amigos, música boa (e pista melhor ainda), mais gargalhadas e uma "pequena" ressaca na segunda-feira. [Faltou tu, Mi!]
No meio da semana, tombo em meio a uma sessão de julgamento no TRT. Com toga e tudo. Ok, não foi exatamente "bacana", mas foi engraçado e é inesquecível. ;)
Fora isso tudo, outras coisas bacanas: alimentação e exercícios em dia, consultas médicas e exames updated, pessoas novas e legais, mais um filme 3D, Carol e Júlia, terapia em grandes avanços. Ah, e o evento do fim-de-semana: o centenário da única - até hoje - paixão perene na minha vida e respectivo almoço comemorativo, que promete ser memorável (pela companhia e pela organização). E mais: um imprevisto (...) Grenal no Beira-Rio, com torcida também por um belo pôr-do-sol.
Pergunta de final de post: qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?
Na semana passada, estive em Venâncio para o aniversário de 60 anos do tio Eldo. Foi um festão. Fazia tempo que não via algumas pessoas, foi muito bom pôr a conversa em dia. Minha mãe era, de longe, a mais animada da festa - ninguém conseguia tirá-la da rodinha de dança. Minha dinda, com joelho estourado e tudo, também requebrou até o final da festa. Também teve Erasure e valsa com meu pai. Comida e sobremesa deliciosas. Mico de bebum e muuuuuitas gargalhadas. Foi a primeira vez que não me irritei com nada, nem com a criançada gritando no microfone querendo cantar música sertaneja.
Com os anos de terapia aprendi a superar a dependência emocional e a aproveitar de verdade os finais de semana na casa dos meus pais. Vou porque gosto (deles, do meu cachorro, da comida, da minha cama, de ver futebol, de ver F1 com meu pai, de tomar chimarrão antes do almoço e no fim da tarde, do churrasco - hm, e que churrasco!). Vou porque quero aproveitá-los enquanto posso. Em certo ponto da vida, sua efemeridade começa a ficar mais e mais evidente. É a ordem natural das coisas (que costumava me apavorar, mas que já não aparenta tanta monstruosidade), e ter consciência disso empresta mais qualidade a esses momentos.
Na volta a Porto Alegre, festa anos 80 com amigos, música boa (e pista melhor ainda), mais gargalhadas e uma "pequena" ressaca na segunda-feira. [Faltou tu, Mi!]
No meio da semana, tombo em meio a uma sessão de julgamento no TRT. Com toga e tudo. Ok, não foi exatamente "bacana", mas foi engraçado e é inesquecível. ;)
Fora isso tudo, outras coisas bacanas: alimentação e exercícios em dia, consultas médicas e exames updated, pessoas novas e legais, mais um filme 3D, Carol e Júlia, terapia em grandes avanços. Ah, e o evento do fim-de-semana: o centenário da única - até hoje - paixão perene na minha vida e respectivo almoço comemorativo, que promete ser memorável (pela companhia e pela organização). E mais: um imprevisto (...) Grenal no Beira-Rio, com torcida também por um belo pôr-do-sol.
Pergunta de final de post: qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?
quinta-feira, 19 de março de 2009
That was then. This is now.
Vontade de dizer um montão de coisas. Preguiça também. Não vou fazer isso porque tenho certeza de que alguns amigos iriam pessoalizar a questão toda, e não quero que isso aconteça de novo. Então, deixarei o desabafo para as sessões de terapia, o que é bem mais eficaz.
Mas como é sacal ser prejulgado. E irritante. Também é quase impossível não prejulgar - é automático. Talvez seja útil questionar se não foi o caso de eu passar exatamente a mensagem que agora me irrita tanto...
Tá difícil de escrever, há muitas sensações desorganizadas me desconcertando. Mas já tenho um plano para pôr tudo em ordem.
...
O trecho abaixo é excerto de um texto que adoro, The Awakening. Possivelmente o mundo todo já o recebeu por e-mail, mas não faz mal. Gosto de dar uma passada de olhos nele de vez em quando. Não postei o texto integral porque tem mais de duas páginas, duvido que alguém leria tudo - mas devo dizer que todas as partes são igualmente bacanas.
Sorte de quem se prestar a ler.
"A time comes in your life when you finally get it... When, in the midst of all your fears and insanity, you stop dead in your tracks and somewhere the voice inside your head cries out ‑ ENOUGH! Enough fighting and crying or struggling to hold on. And, like a child quieting down after a blind tantrum, your sobs begin to subside, you shudder once or twice, you blink back your tears and begin to look at the world through new eyes. This is your awakening.
You realize it's time to stop hoping and waiting for something to change... Or for happiness, safety and security to come galloping over the next horizon. You come to terms with the fact that neither of you is Prince Charming or Cinderella and that in the real world there aren't always fairy tale endings (or beginnings for that matter) and that any guarantee of "happily ever after" must begin with you... And in the process a sense of serenity is born of acceptance.
(...)
You stop complaining and blaming other people for the things they did to you (or didn't do for you) and you learn that the only thing you can really count on is the unexpected. You learn that people don't always say what they mean or mean what they say and that not everyone will always be there for you and that it's not always about you. So, you learn to stand on your own and to take care of yourself... And in the process a sense of safety and security is born of self‑reliance.
(...)
You learn that principles such as honesty and integrity are not the outdated ideals of a bygone era but the mortar that holds together the foundation upon which you must build a life. You learn that you don't know everything, it's not your job to save the world and that you can't teach a pig to sing.
You learn to distinguish between guilt and responsibility and the importance of setting boundaries and learning to say NO. You learn that the only cross to bear is the one you choose to carry and that martyrs get burned at the stake. Then you learn about love. How to love, how much to give in love, when to stop giving and when to walk away. You learn to look at relationships as they really are and not as you would have them be. You stop trying to control people, situations and outcomes.
And you learn that alone does not mean lonely. You also stop working so hard at putting your feelings aside, smoothing things over and ignoring your needs. You learn that feelings of entitlement are perfectly OK.... And that it is your right to want things and to ask for the things you want... And that sometimes it is necessary to make demands. (...)"
- autor desconhecido
Mas como é sacal ser prejulgado. E irritante. Também é quase impossível não prejulgar - é automático. Talvez seja útil questionar se não foi o caso de eu passar exatamente a mensagem que agora me irrita tanto...
Tá difícil de escrever, há muitas sensações desorganizadas me desconcertando. Mas já tenho um plano para pôr tudo em ordem.
...
O trecho abaixo é excerto de um texto que adoro, The Awakening. Possivelmente o mundo todo já o recebeu por e-mail, mas não faz mal. Gosto de dar uma passada de olhos nele de vez em quando. Não postei o texto integral porque tem mais de duas páginas, duvido que alguém leria tudo - mas devo dizer que todas as partes são igualmente bacanas.
Sorte de quem se prestar a ler.
"A time comes in your life when you finally get it... When, in the midst of all your fears and insanity, you stop dead in your tracks and somewhere the voice inside your head cries out ‑ ENOUGH! Enough fighting and crying or struggling to hold on. And, like a child quieting down after a blind tantrum, your sobs begin to subside, you shudder once or twice, you blink back your tears and begin to look at the world through new eyes. This is your awakening.
You realize it's time to stop hoping and waiting for something to change... Or for happiness, safety and security to come galloping over the next horizon. You come to terms with the fact that neither of you is Prince Charming or Cinderella and that in the real world there aren't always fairy tale endings (or beginnings for that matter) and that any guarantee of "happily ever after" must begin with you... And in the process a sense of serenity is born of acceptance.
(...)
You stop complaining and blaming other people for the things they did to you (or didn't do for you) and you learn that the only thing you can really count on is the unexpected. You learn that people don't always say what they mean or mean what they say and that not everyone will always be there for you and that it's not always about you. So, you learn to stand on your own and to take care of yourself... And in the process a sense of safety and security is born of self‑reliance.
(...)
You learn that principles such as honesty and integrity are not the outdated ideals of a bygone era but the mortar that holds together the foundation upon which you must build a life. You learn that you don't know everything, it's not your job to save the world and that you can't teach a pig to sing.
You learn to distinguish between guilt and responsibility and the importance of setting boundaries and learning to say NO. You learn that the only cross to bear is the one you choose to carry and that martyrs get burned at the stake. Then you learn about love. How to love, how much to give in love, when to stop giving and when to walk away. You learn to look at relationships as they really are and not as you would have them be. You stop trying to control people, situations and outcomes.
And you learn that alone does not mean lonely. You also stop working so hard at putting your feelings aside, smoothing things over and ignoring your needs. You learn that feelings of entitlement are perfectly OK.... And that it is your right to want things and to ask for the things you want... And that sometimes it is necessary to make demands. (...)"
- autor desconhecido
terça-feira, 17 de março de 2009
Blergh big time
Não sei que palavras eleger para descrever meu estado de espírito atual. Estou cansada das coisas de sempre (acho que disse isso recentemente...), sem paciência para nada (idem). Nem aos filmes que alugo tenho ânimo para assistir.
Voltei a fazer exercícios, e em vez de me sentir melhor (como todos prometem), só me sinto mais cansada. A habitual expectativa em relação às festas de sexta, sábado e às vezes domingo há tempos não aparece no curso da minha semana. O desafio é não descontar nos meus cereais de chocolate com leite gelado...
Estou cansada das pessoas que só me procuram para falar de si próprias, ou só quando estão solteiras. Também quero ser um pouco egoísta.
Das outras vezes em que estive em situação parecida (obviamente, não é a primeira vez), senti-me confortável. Fiquei na minha, esperando a fase passar para então voltar aos costumes. Desta vez, existe uma sombra de culpa por estar tão inerte. Aí a coisa fica feia...
Não tenho ideia do que fazer agora. Na verdade, estou fazendo tudo que sempre fiz... Então por que essa sensação de não estar fazendo nada?
Vai passar, vai passar. :)
Voltei a fazer exercícios, e em vez de me sentir melhor (como todos prometem), só me sinto mais cansada. A habitual expectativa em relação às festas de sexta, sábado e às vezes domingo há tempos não aparece no curso da minha semana. O desafio é não descontar nos meus cereais de chocolate com leite gelado...
Estou cansada das pessoas que só me procuram para falar de si próprias, ou só quando estão solteiras. Também quero ser um pouco egoísta.
Das outras vezes em que estive em situação parecida (obviamente, não é a primeira vez), senti-me confortável. Fiquei na minha, esperando a fase passar para então voltar aos costumes. Desta vez, existe uma sombra de culpa por estar tão inerte. Aí a coisa fica feia...
Não tenho ideia do que fazer agora. Na verdade, estou fazendo tudo que sempre fiz... Então por que essa sensação de não estar fazendo nada?
Vai passar, vai passar. :)
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Suzy is a headbanger
Curada da gripe, providenciei uma dor no pescoço daquelas beeeeeem boas. Verdade.
Ontem pude assistir novamente ao Deep Purple, agora no Teatro do Bourbon Country - lugar ótimo para shows. Concluí que o Gigantinho sonegou boa parte da qualidade da banda em razão da péssima acústica. Ontem foi diferente, ouvia-se tudo, uma beleza. Desnecessário dizer que uma banda composta por Roger Glover (de quem apanhei uma palheta!), Steve Morse, Ian Paice, Ian Gillan (apesar da tosse) e Don Airey só pode ter feito um show maravilhoso. Pô, rolou Sometimes I Feel Like Screaming, que é de matar...
Como disse, não vou me alongar em comentários sobre o show. Queria apenas repetir o registro feito anteriormente (por ocasião do show do Ted Poley com Andy Timmons): como é bom sair de um show cansada, em estado de graça - mesmo com o pescoço dolorido. E em plena segunda-feira! Demais.
Não posso esquecer de agradecer ao Codevilla, que me deu "o" ingresso de presente! O preço estava salgado para os padrões porto-alegrenses (e principalmente para os meus!). Obrigada, querido! :)
Abaixo fotos do show, lindonas como todas que o Codevilla faz. Check http://www.flickr.com/photos/codevilla.


Ontem pude assistir novamente ao Deep Purple, agora no Teatro do Bourbon Country - lugar ótimo para shows. Concluí que o Gigantinho sonegou boa parte da qualidade da banda em razão da péssima acústica. Ontem foi diferente, ouvia-se tudo, uma beleza. Desnecessário dizer que uma banda composta por Roger Glover (de quem apanhei uma palheta!), Steve Morse, Ian Paice, Ian Gillan (apesar da tosse) e Don Airey só pode ter feito um show maravilhoso. Pô, rolou Sometimes I Feel Like Screaming, que é de matar...
Como disse, não vou me alongar em comentários sobre o show. Queria apenas repetir o registro feito anteriormente (por ocasião do show do Ted Poley com Andy Timmons): como é bom sair de um show cansada, em estado de graça - mesmo com o pescoço dolorido. E em plena segunda-feira! Demais.
Não posso esquecer de agradecer ao Codevilla, que me deu "o" ingresso de presente! O preço estava salgado para os padrões porto-alegrenses (e principalmente para os meus!). Obrigada, querido! :)
Abaixo fotos do show, lindonas como todas que o Codevilla faz. Check http://www.flickr.com/photos/codevilla.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Manhê
Quando se está numa fase de ostracismo e não se quer pôr o nariz para a rua (eu mesma tenho vários momentos assim durante o ano), até que uma gripezinha não é o fim do mundo. O problema é que eu estou a fim de fazer um zilhão de coisas, e meu corpo não me obedece! Raios.
Tudo bem, essa fase (de mau-humor, gripe, preguiça, impaciência, etc.) vai passar. Puxa, e vejam que eu fiz a tal vacina antigripe no ano passado... Hm, talvez estivesse ainda pior.
Está tudo tão bem, tantos planos na iminência de sua execução, e me aparece essa gripe. Injusto!
Chega de autopiedade (ai, que dor de cabeça).
Tudo bem, essa fase (de mau-humor, gripe, preguiça, impaciência, etc.) vai passar. Puxa, e vejam que eu fiz a tal vacina antigripe no ano passado... Hm, talvez estivesse ainda pior.
Está tudo tão bem, tantos planos na iminência de sua execução, e me aparece essa gripe. Injusto!
Chega de autopiedade (ai, que dor de cabeça).
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Beginning with the end
Podem assistir sem receio, não é propriamente um spoiler. É apenas a introdução de Apocalypse Now (cuja trilha é The End, dos Doors), comentada no post anterior. De arrepiar.
A resolução não é nenhuma maravilha - vejam o filme.
Consta que Jim Morrison cursou a escola de cinema da UCLA, onde conheceu Coppola.
A resolução não é nenhuma maravilha - vejam o filme.
Consta que Jim Morrison cursou a escola de cinema da UCLA, onde conheceu Coppola.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Gosma time
Na locadora que fica aqui pertinho de casa tem uma promoção que me convenceu a retirar cinco filmes de uma só vez. Os escolhidos foram:
1. Quando fala o coração ("Spellbound") - um Hitchcock em preto e branco. Delícia de filme, mas um pouco fora do suspense típico do insuperável super-duper melhor diretor de todos os tempos. Destaque para a sequência do sonho desenhada por Dalí (postei o trecho em questão no orkut). Ah, tenho um ímã de geladeira do Dalí...
2. Crepúsculo dos Deuses ("Sunset Boulevard") - mais um em preto e branco. Filme de Billy Wilder com grandes atuações. Recomendo.
3. Cidadão Kane - para ser revisto sempre. Há algumas críticas que dizem se tratar de um dos filmes mais superestimados de todos os tempos. Sem dúvida é um filme grandiosíssimo e, na opinião de quem pouco entende do assunto (eu, portanto), o mais bacana fica por conta das técnicas de fotografia empregadas: a imagem inteira está em primeiro plano, o espectador pode escolher onde quer se fixar. Senti um pouco de falta de aprofundamento dos personagens (sim, essa é só a minha opinião, não me apedrejem). Ah, tenho um ímã de geladeira do Cidadão Kane...
4. Apocalypse Now Redux - obra-prima reeditada pelo amado Coppola. Ainda não tinha visto esta versão. E estou até agora abobalhada com o fato de os meus pais (meu pai, vá lá, mas a minha mãe... realmente surpreendente) terem aguentado 3h22min non-stop ao meu lado. Marlon Brando pouco aparece, mas toma o filme. A cena inicial (ao som de The End, dos Doors) é de arrepiar, assim como a do ataque aéreo sonorizado pela Cavalgada das Valkírias.
O quinto filme (que, aliás, acabei de assistir) é... tah-dah: A Mosca. Sim, esse mesmo, cujo protagonista se transforma numa mosca graças a uma mal sucedida experiência de teletransporte.
A fita é uma nojeira só, bem ao estilo David Cronenberg (falamos da refilmagem). Eu tinha certeza de que não ia gostar, mas decidi ver, "afinal, é um clássico". E tinha mais um contra: nunca gostei do Jeff Goldblum. Por esse lado foi bom, porque continuo não gostando dele, mas agora posso chamá-lo de "A Mosca". :)
O interessante a respeito do filme é que ele consegue ser muito romântico: é, de fato, um monumento ao amor incondicional. Juro!
* * *
Ok, já escrevi bastante. Não sou dada a criticar filmes - nem tenho tal pretensão. Só sei gostar, não gostar ou achar meia-boca. Mas acho que essas impressões podem ser especialmente interessantes se eu mesma as ler daqui a algum tempo...
1. Quando fala o coração ("Spellbound") - um Hitchcock em preto e branco. Delícia de filme, mas um pouco fora do suspense típico do insuperável super-duper melhor diretor de todos os tempos. Destaque para a sequência do sonho desenhada por Dalí (postei o trecho em questão no orkut). Ah, tenho um ímã de geladeira do Dalí...
2. Crepúsculo dos Deuses ("Sunset Boulevard") - mais um em preto e branco. Filme de Billy Wilder com grandes atuações. Recomendo.
3. Cidadão Kane - para ser revisto sempre. Há algumas críticas que dizem se tratar de um dos filmes mais superestimados de todos os tempos. Sem dúvida é um filme grandiosíssimo e, na opinião de quem pouco entende do assunto (eu, portanto), o mais bacana fica por conta das técnicas de fotografia empregadas: a imagem inteira está em primeiro plano, o espectador pode escolher onde quer se fixar. Senti um pouco de falta de aprofundamento dos personagens (sim, essa é só a minha opinião, não me apedrejem). Ah, tenho um ímã de geladeira do Cidadão Kane...
4. Apocalypse Now Redux - obra-prima reeditada pelo amado Coppola. Ainda não tinha visto esta versão. E estou até agora abobalhada com o fato de os meus pais (meu pai, vá lá, mas a minha mãe... realmente surpreendente) terem aguentado 3h22min non-stop ao meu lado. Marlon Brando pouco aparece, mas toma o filme. A cena inicial (ao som de The End, dos Doors) é de arrepiar, assim como a do ataque aéreo sonorizado pela Cavalgada das Valkírias.
O quinto filme (que, aliás, acabei de assistir) é... tah-dah: A Mosca. Sim, esse mesmo, cujo protagonista se transforma numa mosca graças a uma mal sucedida experiência de teletransporte.
A fita é uma nojeira só, bem ao estilo David Cronenberg (falamos da refilmagem). Eu tinha certeza de que não ia gostar, mas decidi ver, "afinal, é um clássico". E tinha mais um contra: nunca gostei do Jeff Goldblum. Por esse lado foi bom, porque continuo não gostando dele, mas agora posso chamá-lo de "A Mosca". :)
O interessante a respeito do filme é que ele consegue ser muito romântico: é, de fato, um monumento ao amor incondicional. Juro!
* * *
Ok, já escrevi bastante. Não sou dada a criticar filmes - nem tenho tal pretensão. Só sei gostar, não gostar ou achar meia-boca. Mas acho que essas impressões podem ser especialmente interessantes se eu mesma as ler daqui a algum tempo...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
The dumbest generation (ou "Neverland")
Quando eu era adolescente, todo mundo queria virar adulto a qualquer custo, o quanto antes.
Hoje é o contrário: os pertencentes à faixa etária próxima à minha fazem questão de continuar sendo adolescentes pelo maior tempo possível. Quite sad. Pára o mundo que eu quero descer.
* * *
Enfim, tudo no seu devido lugar.
Hoje é o contrário: os pertencentes à faixa etária próxima à minha fazem questão de continuar sendo adolescentes pelo maior tempo possível. Quite sad. Pára o mundo que eu quero descer.
* * *
Enfim, tudo no seu devido lugar.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
"Consciência da morte"
Tenho o hábito de ir até uma padaria aqui perto de casa tomar meu café com leite (ou um suco de laranja nos dias mais quentes) e ler algo que esteja à disposição. Ontem peguei uma revista (dessas de distribuição gratuita) e um determinado artigo chamou minha atenção. Falava sobre o tabu que é conversar sobre a morte.
O excerto sustentava, dentre outras coisas, que as pessoas seriam muito mais felizes (porque se esforçariam em viver mais intensamente) se tivessem plena consciência de que, inexoravelmete, a morte chegará - para nós e para as pessoas mais próximas, e talvez sem prévio aviso.
De minha parte, posso dizer que este está bem longe de ser um dos meus assuntos favoritos. É mais uma das coisas que não podemos controlar.
"My wallpaper and I are fighting a duel to the death. One or the other of us has to go."
O excerto sustentava, dentre outras coisas, que as pessoas seriam muito mais felizes (porque se esforçariam em viver mais intensamente) se tivessem plena consciência de que, inexoravelmete, a morte chegará - para nós e para as pessoas mais próximas, e talvez sem prévio aviso.
De minha parte, posso dizer que este está bem longe de ser um dos meus assuntos favoritos. É mais uma das coisas que não podemos controlar.
"My wallpaper and I are fighting a duel to the death. One or the other of us has to go."
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
To have and not to hold
Ando assustada com as últimas opiniões que venho ouvindo sobre relacionamentos... Onde foi parar a sanidade das pessoas?
Há pouco tempo uma amiga veio até mim contando (orgulhosamente, aliás) que ela e o namorado haviam convencionado que nenhum dos dois sairia sozinho. Como? É essa tal simbiose paranóica...
Parece-me que as pessoas têm cada vez mais introjetada uma idéia de propriedade sobre as pessoas (não é o seu caso, caro leitor). “O(a) namorado(a) é meu(minha) e ninguém tasca!” Aham.
Acontece que essa sensação de controle e propriedade é pura balela. Não existe no mundo dos fatos (ainda bem, né?!). Se uma pessoa acha que precisa ficar vigiando o parceiro, fazendo mil perguntas, impondo limites malucos e pedindo satisfação de tudo de meia em meia hora, é porque não há nada no mundo capaz de deixá-la “segura”, nem “encoleirar” seu consorte. Possivelmente trate-se de um caso recorrente de insegurança, baixa auto-estima ou o diabo-a-quatro, não importa. Não é problema, basta procurar uma boa terapia e não enlouquecer a vida alheia.
Como dizia, o controle é ilusório. Se a pessoa está a fim de aprontar, não existe hora nem lugar. Nem trezentos telefonemas diários ou dois chiliques por ciúme semanais vão evitar.
Puxa vida, é tão bacana uma relação saudável, não entendo por que as pessoas (sem querer generalizar...) insistem em estragar tudo com essa necessidade de rotular, de cobrar, etc. Há de ter leveza, fluir, deve ser um prazer e não uma dor de cabeça. Lógico que há percalços, mas são para serem enfrentados e superados juntos. Um relacionamento legal não é algo a ser buscado (ou evitado), ele simplesmente acontece. Como diria Drummond, não deixe o amor passar.
Meu querido terapeuta, vez ou outra, pergunta quais seriam os requisitos de um relacionamento na minha vida. Depois de alguns anos de divã, é facílimo responder: química (sem a qual de nada adianta passarmos aos próximos itens), admiração e respeito – a reciprocidade está pressuposta, por óbvio. Havendo isso, a coisa toda começa a ficar divertida e leve, porque daí partem confiança, preservação da individualidade (por mais clichê que isso soe), etc., etc., etc. Se não, podemos parar por aqui.
Ora, ficar privando o parceiro das coisas que ele gosta de fazer sozinho (seja sair com amigas/amigos, jogar futebol, ver novela ou só ficar em casa com seus botões) é um grandecíssimo tiro no pé: cedo ou tarde, mas inevitavelmente, a pessoa vai atribuir essas privações ao relacionamento, e adivinhe só: vai querer encerrá-lo (com razão, diga-se de passagem!).
Estar ao lado (nem à frente, nem atrás, portanto) de alguém é legal. Se não funcionar, paciência, basta tocar a vida pra frente. Os riscos são inerentes à natureza da paixão, nada disso vem com garantia de fábrica (felizmente!). Asseguro que ninguém morre se der errado. Corra riscos, deixe fluir sem amarras ou rótulos, mas com respeito e clareza. Repito: desde que haja reciprocidade. Disso se trata a vida. Enjoy.
Em tempo: não estou querendo doutrinar, essas são apenas as minhas impressões... =]
Feliz Natal!
Há pouco tempo uma amiga veio até mim contando (orgulhosamente, aliás) que ela e o namorado haviam convencionado que nenhum dos dois sairia sozinho. Como? É essa tal simbiose paranóica...
Parece-me que as pessoas têm cada vez mais introjetada uma idéia de propriedade sobre as pessoas (não é o seu caso, caro leitor). “O(a) namorado(a) é meu(minha) e ninguém tasca!” Aham.
Acontece que essa sensação de controle e propriedade é pura balela. Não existe no mundo dos fatos (ainda bem, né?!). Se uma pessoa acha que precisa ficar vigiando o parceiro, fazendo mil perguntas, impondo limites malucos e pedindo satisfação de tudo de meia em meia hora, é porque não há nada no mundo capaz de deixá-la “segura”, nem “encoleirar” seu consorte. Possivelmente trate-se de um caso recorrente de insegurança, baixa auto-estima ou o diabo-a-quatro, não importa. Não é problema, basta procurar uma boa terapia e não enlouquecer a vida alheia.
Como dizia, o controle é ilusório. Se a pessoa está a fim de aprontar, não existe hora nem lugar. Nem trezentos telefonemas diários ou dois chiliques por ciúme semanais vão evitar.
Puxa vida, é tão bacana uma relação saudável, não entendo por que as pessoas (sem querer generalizar...) insistem em estragar tudo com essa necessidade de rotular, de cobrar, etc. Há de ter leveza, fluir, deve ser um prazer e não uma dor de cabeça. Lógico que há percalços, mas são para serem enfrentados e superados juntos. Um relacionamento legal não é algo a ser buscado (ou evitado), ele simplesmente acontece. Como diria Drummond, não deixe o amor passar.
Meu querido terapeuta, vez ou outra, pergunta quais seriam os requisitos de um relacionamento na minha vida. Depois de alguns anos de divã, é facílimo responder: química (sem a qual de nada adianta passarmos aos próximos itens), admiração e respeito – a reciprocidade está pressuposta, por óbvio. Havendo isso, a coisa toda começa a ficar divertida e leve, porque daí partem confiança, preservação da individualidade (por mais clichê que isso soe), etc., etc., etc. Se não, podemos parar por aqui.
Ora, ficar privando o parceiro das coisas que ele gosta de fazer sozinho (seja sair com amigas/amigos, jogar futebol, ver novela ou só ficar em casa com seus botões) é um grandecíssimo tiro no pé: cedo ou tarde, mas inevitavelmente, a pessoa vai atribuir essas privações ao relacionamento, e adivinhe só: vai querer encerrá-lo (com razão, diga-se de passagem!).
Estar ao lado (nem à frente, nem atrás, portanto) de alguém é legal. Se não funcionar, paciência, basta tocar a vida pra frente. Os riscos são inerentes à natureza da paixão, nada disso vem com garantia de fábrica (felizmente!). Asseguro que ninguém morre se der errado. Corra riscos, deixe fluir sem amarras ou rótulos, mas com respeito e clareza. Repito: desde que haja reciprocidade. Disso se trata a vida. Enjoy.
Em tempo: não estou querendo doutrinar, essas são apenas as minhas impressões... =]
Feliz Natal!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
Lizard
Na minha primeira noite de férias depois de dois anos, resolvi levar meu mau-humor pra passear. A intenção era expurgá-lo numa boa pista de dança. Fiquei na intenção...
Nunca vi tanta gente na rua em dez anos morando nessa cidade. Não fosse minha irmã favorita me dar o passe pra furar uma fila de mais de cem pessoas, sequer teria entrado no Cabaret. Lá dentro, estava em meio a mods e a habitués da Padre Chagas - totalmente deslocada, portanto. Que droga! Pô, minha primeira noite de férias! Perdi todo mundo lá dentro, de tanta gente se acotovelando. O som estava muito cool pro meu gosto, mas nem vou me dar o trabalho de discutir esse mérito.
Quando a parte musical melhorou (no set da Alessandra), mal tinha lugar na pista. Quando finalmente achei um cantinho, passei a ser atropelada por casais recém-formados vindos sei-lá-de-onde que estavam interessados em qualquer coisa menos na música! Puxa vida, deixem a pista pra quem quer dançar!
Ou eu dei muito azar ou de fato estou perdendo a paciência com esse tipo de contratempo. Hoje meu mau-humor (apesar de em nada estar relacionado à pista de dança frustrada) atingiu picos históricos. Sei exatamente qual a causa desse meu azedume, mas não há muito que eu possa fazer. Aliás, já fiz mais do que deveria. Mas isso há de mudar. Já está mudando.
Move on, move on.
Nunca vi tanta gente na rua em dez anos morando nessa cidade. Não fosse minha irmã favorita me dar o passe pra furar uma fila de mais de cem pessoas, sequer teria entrado no Cabaret. Lá dentro, estava em meio a mods e a habitués da Padre Chagas - totalmente deslocada, portanto. Que droga! Pô, minha primeira noite de férias! Perdi todo mundo lá dentro, de tanta gente se acotovelando. O som estava muito cool pro meu gosto, mas nem vou me dar o trabalho de discutir esse mérito.
Quando a parte musical melhorou (no set da Alessandra), mal tinha lugar na pista. Quando finalmente achei um cantinho, passei a ser atropelada por casais recém-formados vindos sei-lá-de-onde que estavam interessados em qualquer coisa menos na música! Puxa vida, deixem a pista pra quem quer dançar!
Ou eu dei muito azar ou de fato estou perdendo a paciência com esse tipo de contratempo. Hoje meu mau-humor (apesar de em nada estar relacionado à pista de dança frustrada) atingiu picos históricos. Sei exatamente qual a causa desse meu azedume, mas não há muito que eu possa fazer. Aliás, já fiz mais do que deveria. Mas isso há de mudar. Já está mudando.
Move on, move on.
Baby, hold on
Lembrei desta aqui:
When your life is wrong
And your days are gone
And the night is coming on
Baby hold on
When your race is run
And the prize is won
Make the words to your song
Baby hold on
When it feels like no one listens
And it seems like no one hears you call
When your star no longer glistens
I'll be there to catch you
You won't fall
You won't fall
When your day is done
Like a setting sun
And the night keeps coming on
Baby hold on
Não genial, mas simples, direto. Não seria ótimo ouvir isso? Momento Carrie: "do girls just want to be rescued?"
When your life is wrong
And your days are gone
And the night is coming on
Baby hold on
When your race is run
And the prize is won
Make the words to your song
Baby hold on
When it feels like no one listens
And it seems like no one hears you call
When your star no longer glistens
I'll be there to catch you
You won't fall
You won't fall
When your day is done
Like a setting sun
And the night keeps coming on
Baby hold on
Não genial, mas simples, direto. Não seria ótimo ouvir isso? Momento Carrie: "do girls just want to be rescued?"
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Ian McCulloch

Gastei todos os meus poucos neurônios nas últimas três semanas tentando resolver dilemas que - agora sei - talvez levem a vida inteira para serem resolvidos. Nenhum problema quanto a isso.
Ocorre é que fiquei também sem inspiração pra escrever. Saindo do banho (há pouco), ponho-me à cata de algum disco pra ouvir enquanto me arrumo para encarar o velho (muito velho) e bom Cabaret (noite de ouvir a mana discotecar e de encontrar boas e adoradas amigas). A idéia inicial era fugir do tradicional hard rock e achar algo como as minhas seleções gravadas nos idos de 2000. Na última pilha achei uma empoeirada compilação do Echo & the Bunnymen - nada festivo, mas é o que estou escutando enquanto escrevo.
Não canso de me surpreender com as letras do Ian (o "Mr. Lips"). Tá pra nascer melhor letrista. Cara, eu realmente amo essa banda. Arrepio sempre, no matter when, no matter where. E, como dizia, ando sem palavras para depositar aqui - então, valho-me da poesia alheia.
The Game
(...)
And it's a better thing
That we do now
Forgetting everything
The whys and hows
While you reminisce
About the things you miss
You won't be ready
To kiss...goodbye
The earth is a world
The world is a ball
A ball in a game
With no rules at all
And just as i wonder
At the beauty of it all
You go and drop it
And it breaks and falls
I'll never understand
Why you thought i would
Need to be reassured
And be understood
When i always knew
That your bad's my good
And i was ready
Ready...to be loved
(...)
Ocorre é que fiquei também sem inspiração pra escrever. Saindo do banho (há pouco), ponho-me à cata de algum disco pra ouvir enquanto me arrumo para encarar o velho (muito velho) e bom Cabaret (noite de ouvir a mana discotecar e de encontrar boas e adoradas amigas). A idéia inicial era fugir do tradicional hard rock e achar algo como as minhas seleções gravadas nos idos de 2000. Na última pilha achei uma empoeirada compilação do Echo & the Bunnymen - nada festivo, mas é o que estou escutando enquanto escrevo.
Não canso de me surpreender com as letras do Ian (o "Mr. Lips"). Tá pra nascer melhor letrista. Cara, eu realmente amo essa banda. Arrepio sempre, no matter when, no matter where. E, como dizia, ando sem palavras para depositar aqui - então, valho-me da poesia alheia.
The Game
(...)
And it's a better thing
That we do now
Forgetting everything
The whys and hows
While you reminisce
About the things you miss
You won't be ready
To kiss...goodbye
The earth is a world
The world is a ball
A ball in a game
With no rules at all
And just as i wonder
At the beauty of it all
You go and drop it
And it breaks and falls
I'll never understand
Why you thought i would
Need to be reassured
And be understood
When i always knew
That your bad's my good
And i was ready
Ready...to be loved
(...)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
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