Quando se está numa fase de ostracismo e não se quer pôr o nariz para a rua (eu mesma tenho vários momentos assim durante o ano), até que uma gripezinha não é o fim do mundo. O problema é que eu estou a fim de fazer um zilhão de coisas, e meu corpo não me obedece! Raios.
Tudo bem, essa fase (de mau-humor, gripe, preguiça, impaciência, etc.) vai passar. Puxa, e vejam que eu fiz a tal vacina antigripe no ano passado... Hm, talvez estivesse ainda pior.
Está tudo tão bem, tantos planos na iminência de sua execução, e me aparece essa gripe. Injusto!
Chega de autopiedade (ai, que dor de cabeça).
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Beginning with the end
Podem assistir sem receio, não é propriamente um spoiler. É apenas a introdução de Apocalypse Now (cuja trilha é The End, dos Doors), comentada no post anterior. De arrepiar.
A resolução não é nenhuma maravilha - vejam o filme.
Consta que Jim Morrison cursou a escola de cinema da UCLA, onde conheceu Coppola.
A resolução não é nenhuma maravilha - vejam o filme.
Consta que Jim Morrison cursou a escola de cinema da UCLA, onde conheceu Coppola.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Gosma time
Na locadora que fica aqui pertinho de casa tem uma promoção que me convenceu a retirar cinco filmes de uma só vez. Os escolhidos foram:
1. Quando fala o coração ("Spellbound") - um Hitchcock em preto e branco. Delícia de filme, mas um pouco fora do suspense típico do insuperável super-duper melhor diretor de todos os tempos. Destaque para a sequência do sonho desenhada por Dalí (postei o trecho em questão no orkut). Ah, tenho um ímã de geladeira do Dalí...
2. Crepúsculo dos Deuses ("Sunset Boulevard") - mais um em preto e branco. Filme de Billy Wilder com grandes atuações. Recomendo.
3. Cidadão Kane - para ser revisto sempre. Há algumas críticas que dizem se tratar de um dos filmes mais superestimados de todos os tempos. Sem dúvida é um filme grandiosíssimo e, na opinião de quem pouco entende do assunto (eu, portanto), o mais bacana fica por conta das técnicas de fotografia empregadas: a imagem inteira está em primeiro plano, o espectador pode escolher onde quer se fixar. Senti um pouco de falta de aprofundamento dos personagens (sim, essa é só a minha opinião, não me apedrejem). Ah, tenho um ímã de geladeira do Cidadão Kane...
4. Apocalypse Now Redux - obra-prima reeditada pelo amado Coppola. Ainda não tinha visto esta versão. E estou até agora abobalhada com o fato de os meus pais (meu pai, vá lá, mas a minha mãe... realmente surpreendente) terem aguentado 3h22min non-stop ao meu lado. Marlon Brando pouco aparece, mas toma o filme. A cena inicial (ao som de The End, dos Doors) é de arrepiar, assim como a do ataque aéreo sonorizado pela Cavalgada das Valkírias.
O quinto filme (que, aliás, acabei de assistir) é... tah-dah: A Mosca. Sim, esse mesmo, cujo protagonista se transforma numa mosca graças a uma mal sucedida experiência de teletransporte.
A fita é uma nojeira só, bem ao estilo David Cronenberg (falamos da refilmagem). Eu tinha certeza de que não ia gostar, mas decidi ver, "afinal, é um clássico". E tinha mais um contra: nunca gostei do Jeff Goldblum. Por esse lado foi bom, porque continuo não gostando dele, mas agora posso chamá-lo de "A Mosca". :)
O interessante a respeito do filme é que ele consegue ser muito romântico: é, de fato, um monumento ao amor incondicional. Juro!
* * *
Ok, já escrevi bastante. Não sou dada a criticar filmes - nem tenho tal pretensão. Só sei gostar, não gostar ou achar meia-boca. Mas acho que essas impressões podem ser especialmente interessantes se eu mesma as ler daqui a algum tempo...
1. Quando fala o coração ("Spellbound") - um Hitchcock em preto e branco. Delícia de filme, mas um pouco fora do suspense típico do insuperável super-duper melhor diretor de todos os tempos. Destaque para a sequência do sonho desenhada por Dalí (postei o trecho em questão no orkut). Ah, tenho um ímã de geladeira do Dalí...
2. Crepúsculo dos Deuses ("Sunset Boulevard") - mais um em preto e branco. Filme de Billy Wilder com grandes atuações. Recomendo.
3. Cidadão Kane - para ser revisto sempre. Há algumas críticas que dizem se tratar de um dos filmes mais superestimados de todos os tempos. Sem dúvida é um filme grandiosíssimo e, na opinião de quem pouco entende do assunto (eu, portanto), o mais bacana fica por conta das técnicas de fotografia empregadas: a imagem inteira está em primeiro plano, o espectador pode escolher onde quer se fixar. Senti um pouco de falta de aprofundamento dos personagens (sim, essa é só a minha opinião, não me apedrejem). Ah, tenho um ímã de geladeira do Cidadão Kane...
4. Apocalypse Now Redux - obra-prima reeditada pelo amado Coppola. Ainda não tinha visto esta versão. E estou até agora abobalhada com o fato de os meus pais (meu pai, vá lá, mas a minha mãe... realmente surpreendente) terem aguentado 3h22min non-stop ao meu lado. Marlon Brando pouco aparece, mas toma o filme. A cena inicial (ao som de The End, dos Doors) é de arrepiar, assim como a do ataque aéreo sonorizado pela Cavalgada das Valkírias.
O quinto filme (que, aliás, acabei de assistir) é... tah-dah: A Mosca. Sim, esse mesmo, cujo protagonista se transforma numa mosca graças a uma mal sucedida experiência de teletransporte.
A fita é uma nojeira só, bem ao estilo David Cronenberg (falamos da refilmagem). Eu tinha certeza de que não ia gostar, mas decidi ver, "afinal, é um clássico". E tinha mais um contra: nunca gostei do Jeff Goldblum. Por esse lado foi bom, porque continuo não gostando dele, mas agora posso chamá-lo de "A Mosca". :)
O interessante a respeito do filme é que ele consegue ser muito romântico: é, de fato, um monumento ao amor incondicional. Juro!
* * *
Ok, já escrevi bastante. Não sou dada a criticar filmes - nem tenho tal pretensão. Só sei gostar, não gostar ou achar meia-boca. Mas acho que essas impressões podem ser especialmente interessantes se eu mesma as ler daqui a algum tempo...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
The dumbest generation (ou "Neverland")
Quando eu era adolescente, todo mundo queria virar adulto a qualquer custo, o quanto antes.
Hoje é o contrário: os pertencentes à faixa etária próxima à minha fazem questão de continuar sendo adolescentes pelo maior tempo possível. Quite sad. Pára o mundo que eu quero descer.
* * *
Enfim, tudo no seu devido lugar.
Hoje é o contrário: os pertencentes à faixa etária próxima à minha fazem questão de continuar sendo adolescentes pelo maior tempo possível. Quite sad. Pára o mundo que eu quero descer.
* * *
Enfim, tudo no seu devido lugar.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
"Consciência da morte"
Tenho o hábito de ir até uma padaria aqui perto de casa tomar meu café com leite (ou um suco de laranja nos dias mais quentes) e ler algo que esteja à disposição. Ontem peguei uma revista (dessas de distribuição gratuita) e um determinado artigo chamou minha atenção. Falava sobre o tabu que é conversar sobre a morte.
O excerto sustentava, dentre outras coisas, que as pessoas seriam muito mais felizes (porque se esforçariam em viver mais intensamente) se tivessem plena consciência de que, inexoravelmete, a morte chegará - para nós e para as pessoas mais próximas, e talvez sem prévio aviso.
De minha parte, posso dizer que este está bem longe de ser um dos meus assuntos favoritos. É mais uma das coisas que não podemos controlar.
"My wallpaper and I are fighting a duel to the death. One or the other of us has to go."
O excerto sustentava, dentre outras coisas, que as pessoas seriam muito mais felizes (porque se esforçariam em viver mais intensamente) se tivessem plena consciência de que, inexoravelmete, a morte chegará - para nós e para as pessoas mais próximas, e talvez sem prévio aviso.
De minha parte, posso dizer que este está bem longe de ser um dos meus assuntos favoritos. É mais uma das coisas que não podemos controlar.
"My wallpaper and I are fighting a duel to the death. One or the other of us has to go."
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
To have and not to hold
Ando assustada com as últimas opiniões que venho ouvindo sobre relacionamentos... Onde foi parar a sanidade das pessoas?
Há pouco tempo uma amiga veio até mim contando (orgulhosamente, aliás) que ela e o namorado haviam convencionado que nenhum dos dois sairia sozinho. Como? É essa tal simbiose paranóica...
Parece-me que as pessoas têm cada vez mais introjetada uma idéia de propriedade sobre as pessoas (não é o seu caso, caro leitor). “O(a) namorado(a) é meu(minha) e ninguém tasca!” Aham.
Acontece que essa sensação de controle e propriedade é pura balela. Não existe no mundo dos fatos (ainda bem, né?!). Se uma pessoa acha que precisa ficar vigiando o parceiro, fazendo mil perguntas, impondo limites malucos e pedindo satisfação de tudo de meia em meia hora, é porque não há nada no mundo capaz de deixá-la “segura”, nem “encoleirar” seu consorte. Possivelmente trate-se de um caso recorrente de insegurança, baixa auto-estima ou o diabo-a-quatro, não importa. Não é problema, basta procurar uma boa terapia e não enlouquecer a vida alheia.
Como dizia, o controle é ilusório. Se a pessoa está a fim de aprontar, não existe hora nem lugar. Nem trezentos telefonemas diários ou dois chiliques por ciúme semanais vão evitar.
Puxa vida, é tão bacana uma relação saudável, não entendo por que as pessoas (sem querer generalizar...) insistem em estragar tudo com essa necessidade de rotular, de cobrar, etc. Há de ter leveza, fluir, deve ser um prazer e não uma dor de cabeça. Lógico que há percalços, mas são para serem enfrentados e superados juntos. Um relacionamento legal não é algo a ser buscado (ou evitado), ele simplesmente acontece. Como diria Drummond, não deixe o amor passar.
Meu querido terapeuta, vez ou outra, pergunta quais seriam os requisitos de um relacionamento na minha vida. Depois de alguns anos de divã, é facílimo responder: química (sem a qual de nada adianta passarmos aos próximos itens), admiração e respeito – a reciprocidade está pressuposta, por óbvio. Havendo isso, a coisa toda começa a ficar divertida e leve, porque daí partem confiança, preservação da individualidade (por mais clichê que isso soe), etc., etc., etc. Se não, podemos parar por aqui.
Ora, ficar privando o parceiro das coisas que ele gosta de fazer sozinho (seja sair com amigas/amigos, jogar futebol, ver novela ou só ficar em casa com seus botões) é um grandecíssimo tiro no pé: cedo ou tarde, mas inevitavelmente, a pessoa vai atribuir essas privações ao relacionamento, e adivinhe só: vai querer encerrá-lo (com razão, diga-se de passagem!).
Estar ao lado (nem à frente, nem atrás, portanto) de alguém é legal. Se não funcionar, paciência, basta tocar a vida pra frente. Os riscos são inerentes à natureza da paixão, nada disso vem com garantia de fábrica (felizmente!). Asseguro que ninguém morre se der errado. Corra riscos, deixe fluir sem amarras ou rótulos, mas com respeito e clareza. Repito: desde que haja reciprocidade. Disso se trata a vida. Enjoy.
Em tempo: não estou querendo doutrinar, essas são apenas as minhas impressões... =]
Feliz Natal!
Há pouco tempo uma amiga veio até mim contando (orgulhosamente, aliás) que ela e o namorado haviam convencionado que nenhum dos dois sairia sozinho. Como? É essa tal simbiose paranóica...
Parece-me que as pessoas têm cada vez mais introjetada uma idéia de propriedade sobre as pessoas (não é o seu caso, caro leitor). “O(a) namorado(a) é meu(minha) e ninguém tasca!” Aham.
Acontece que essa sensação de controle e propriedade é pura balela. Não existe no mundo dos fatos (ainda bem, né?!). Se uma pessoa acha que precisa ficar vigiando o parceiro, fazendo mil perguntas, impondo limites malucos e pedindo satisfação de tudo de meia em meia hora, é porque não há nada no mundo capaz de deixá-la “segura”, nem “encoleirar” seu consorte. Possivelmente trate-se de um caso recorrente de insegurança, baixa auto-estima ou o diabo-a-quatro, não importa. Não é problema, basta procurar uma boa terapia e não enlouquecer a vida alheia.
Como dizia, o controle é ilusório. Se a pessoa está a fim de aprontar, não existe hora nem lugar. Nem trezentos telefonemas diários ou dois chiliques por ciúme semanais vão evitar.
Puxa vida, é tão bacana uma relação saudável, não entendo por que as pessoas (sem querer generalizar...) insistem em estragar tudo com essa necessidade de rotular, de cobrar, etc. Há de ter leveza, fluir, deve ser um prazer e não uma dor de cabeça. Lógico que há percalços, mas são para serem enfrentados e superados juntos. Um relacionamento legal não é algo a ser buscado (ou evitado), ele simplesmente acontece. Como diria Drummond, não deixe o amor passar.
Meu querido terapeuta, vez ou outra, pergunta quais seriam os requisitos de um relacionamento na minha vida. Depois de alguns anos de divã, é facílimo responder: química (sem a qual de nada adianta passarmos aos próximos itens), admiração e respeito – a reciprocidade está pressuposta, por óbvio. Havendo isso, a coisa toda começa a ficar divertida e leve, porque daí partem confiança, preservação da individualidade (por mais clichê que isso soe), etc., etc., etc. Se não, podemos parar por aqui.
Ora, ficar privando o parceiro das coisas que ele gosta de fazer sozinho (seja sair com amigas/amigos, jogar futebol, ver novela ou só ficar em casa com seus botões) é um grandecíssimo tiro no pé: cedo ou tarde, mas inevitavelmente, a pessoa vai atribuir essas privações ao relacionamento, e adivinhe só: vai querer encerrá-lo (com razão, diga-se de passagem!).
Estar ao lado (nem à frente, nem atrás, portanto) de alguém é legal. Se não funcionar, paciência, basta tocar a vida pra frente. Os riscos são inerentes à natureza da paixão, nada disso vem com garantia de fábrica (felizmente!). Asseguro que ninguém morre se der errado. Corra riscos, deixe fluir sem amarras ou rótulos, mas com respeito e clareza. Repito: desde que haja reciprocidade. Disso se trata a vida. Enjoy.
Em tempo: não estou querendo doutrinar, essas são apenas as minhas impressões... =]
Feliz Natal!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
Lizard
Na minha primeira noite de férias depois de dois anos, resolvi levar meu mau-humor pra passear. A intenção era expurgá-lo numa boa pista de dança. Fiquei na intenção...
Nunca vi tanta gente na rua em dez anos morando nessa cidade. Não fosse minha irmã favorita me dar o passe pra furar uma fila de mais de cem pessoas, sequer teria entrado no Cabaret. Lá dentro, estava em meio a mods e a habitués da Padre Chagas - totalmente deslocada, portanto. Que droga! Pô, minha primeira noite de férias! Perdi todo mundo lá dentro, de tanta gente se acotovelando. O som estava muito cool pro meu gosto, mas nem vou me dar o trabalho de discutir esse mérito.
Quando a parte musical melhorou (no set da Alessandra), mal tinha lugar na pista. Quando finalmente achei um cantinho, passei a ser atropelada por casais recém-formados vindos sei-lá-de-onde que estavam interessados em qualquer coisa menos na música! Puxa vida, deixem a pista pra quem quer dançar!
Ou eu dei muito azar ou de fato estou perdendo a paciência com esse tipo de contratempo. Hoje meu mau-humor (apesar de em nada estar relacionado à pista de dança frustrada) atingiu picos históricos. Sei exatamente qual a causa desse meu azedume, mas não há muito que eu possa fazer. Aliás, já fiz mais do que deveria. Mas isso há de mudar. Já está mudando.
Move on, move on.
Nunca vi tanta gente na rua em dez anos morando nessa cidade. Não fosse minha irmã favorita me dar o passe pra furar uma fila de mais de cem pessoas, sequer teria entrado no Cabaret. Lá dentro, estava em meio a mods e a habitués da Padre Chagas - totalmente deslocada, portanto. Que droga! Pô, minha primeira noite de férias! Perdi todo mundo lá dentro, de tanta gente se acotovelando. O som estava muito cool pro meu gosto, mas nem vou me dar o trabalho de discutir esse mérito.
Quando a parte musical melhorou (no set da Alessandra), mal tinha lugar na pista. Quando finalmente achei um cantinho, passei a ser atropelada por casais recém-formados vindos sei-lá-de-onde que estavam interessados em qualquer coisa menos na música! Puxa vida, deixem a pista pra quem quer dançar!
Ou eu dei muito azar ou de fato estou perdendo a paciência com esse tipo de contratempo. Hoje meu mau-humor (apesar de em nada estar relacionado à pista de dança frustrada) atingiu picos históricos. Sei exatamente qual a causa desse meu azedume, mas não há muito que eu possa fazer. Aliás, já fiz mais do que deveria. Mas isso há de mudar. Já está mudando.
Move on, move on.
Baby, hold on
Lembrei desta aqui:
When your life is wrong
And your days are gone
And the night is coming on
Baby hold on
When your race is run
And the prize is won
Make the words to your song
Baby hold on
When it feels like no one listens
And it seems like no one hears you call
When your star no longer glistens
I'll be there to catch you
You won't fall
You won't fall
When your day is done
Like a setting sun
And the night keeps coming on
Baby hold on
Não genial, mas simples, direto. Não seria ótimo ouvir isso? Momento Carrie: "do girls just want to be rescued?"
When your life is wrong
And your days are gone
And the night is coming on
Baby hold on
When your race is run
And the prize is won
Make the words to your song
Baby hold on
When it feels like no one listens
And it seems like no one hears you call
When your star no longer glistens
I'll be there to catch you
You won't fall
You won't fall
When your day is done
Like a setting sun
And the night keeps coming on
Baby hold on
Não genial, mas simples, direto. Não seria ótimo ouvir isso? Momento Carrie: "do girls just want to be rescued?"
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Ian McCulloch

Gastei todos os meus poucos neurônios nas últimas três semanas tentando resolver dilemas que - agora sei - talvez levem a vida inteira para serem resolvidos. Nenhum problema quanto a isso.
Ocorre é que fiquei também sem inspiração pra escrever. Saindo do banho (há pouco), ponho-me à cata de algum disco pra ouvir enquanto me arrumo para encarar o velho (muito velho) e bom Cabaret (noite de ouvir a mana discotecar e de encontrar boas e adoradas amigas). A idéia inicial era fugir do tradicional hard rock e achar algo como as minhas seleções gravadas nos idos de 2000. Na última pilha achei uma empoeirada compilação do Echo & the Bunnymen - nada festivo, mas é o que estou escutando enquanto escrevo.
Não canso de me surpreender com as letras do Ian (o "Mr. Lips"). Tá pra nascer melhor letrista. Cara, eu realmente amo essa banda. Arrepio sempre, no matter when, no matter where. E, como dizia, ando sem palavras para depositar aqui - então, valho-me da poesia alheia.
The Game
(...)
And it's a better thing
That we do now
Forgetting everything
The whys and hows
While you reminisce
About the things you miss
You won't be ready
To kiss...goodbye
The earth is a world
The world is a ball
A ball in a game
With no rules at all
And just as i wonder
At the beauty of it all
You go and drop it
And it breaks and falls
I'll never understand
Why you thought i would
Need to be reassured
And be understood
When i always knew
That your bad's my good
And i was ready
Ready...to be loved
(...)
Ocorre é que fiquei também sem inspiração pra escrever. Saindo do banho (há pouco), ponho-me à cata de algum disco pra ouvir enquanto me arrumo para encarar o velho (muito velho) e bom Cabaret (noite de ouvir a mana discotecar e de encontrar boas e adoradas amigas). A idéia inicial era fugir do tradicional hard rock e achar algo como as minhas seleções gravadas nos idos de 2000. Na última pilha achei uma empoeirada compilação do Echo & the Bunnymen - nada festivo, mas é o que estou escutando enquanto escrevo.
Não canso de me surpreender com as letras do Ian (o "Mr. Lips"). Tá pra nascer melhor letrista. Cara, eu realmente amo essa banda. Arrepio sempre, no matter when, no matter where. E, como dizia, ando sem palavras para depositar aqui - então, valho-me da poesia alheia.
The Game
(...)
And it's a better thing
That we do now
Forgetting everything
The whys and hows
While you reminisce
About the things you miss
You won't be ready
To kiss...goodbye
The earth is a world
The world is a ball
A ball in a game
With no rules at all
And just as i wonder
At the beauty of it all
You go and drop it
And it breaks and falls
I'll never understand
Why you thought i would
Need to be reassured
And be understood
When i always knew
That your bad's my good
And i was ready
Ready...to be loved
(...)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
Eloqüência
Mais de Botton:
"a dificuldade de uma declaração vai além da dificuldade da comunicação comum. Se eu tivesse dito a Chloe que eu tinha uma dor de estômago ou um carro vermelho ou um jardim cheio de narcisos, eu poderia contar com que ela entendesse. Naturalmente, minha imagem de um jardim cheio de narcisos poderia diferir um pouco da dela, mas haveria uma razoável paridade entre as duas imagens. As palavras, cruzando a linha divisória que nos separava, teriam operado como mensageiras confiáveis de significado, a carta teria alcançado seu destino. Mas o cartão que eu estava agora tentando escrever não tinha nenhuma dessas garantias ligada a ele. As palavras eram as mais ambíguas na linguagem, porque a coisa a que elas se referiam carecia de significado estável. Claro, viajantes haviam voltado do coração e tentado representar o que tinham visto, mas a palavra não tinha latitute fixa, faltava-lhe definição geográfica, era uma borboleta de cor rara nunca identificada de forma conclusiva."
"a dificuldade de uma declaração vai além da dificuldade da comunicação comum. Se eu tivesse dito a Chloe que eu tinha uma dor de estômago ou um carro vermelho ou um jardim cheio de narcisos, eu poderia contar com que ela entendesse. Naturalmente, minha imagem de um jardim cheio de narcisos poderia diferir um pouco da dela, mas haveria uma razoável paridade entre as duas imagens. As palavras, cruzando a linha divisória que nos separava, teriam operado como mensageiras confiáveis de significado, a carta teria alcançado seu destino. Mas o cartão que eu estava agora tentando escrever não tinha nenhuma dessas garantias ligada a ele. As palavras eram as mais ambíguas na linguagem, porque a coisa a que elas se referiam carecia de significado estável. Claro, viajantes haviam voltado do coração e tentado representar o que tinham visto, mas a palavra não tinha latitute fixa, faltava-lhe definição geográfica, era uma borboleta de cor rara nunca identificada de forma conclusiva."
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Bang bang!
Nada como um bom show de rock para elevar o espírito. Noite surreal, essa.
Bang, bang! What's that sound? I gave you my love and you shot me down!
Em tempo: os gritos agudos são meus.
domingo, 30 de novembro de 2008
Vida sobrestada
Poderia ser mais trabalhoso permanecer em estados de indefinição...?
No meu caso, tenho tentado relaxar e internalizar confiança na vida - "tudo há de se encaminhar para o melhor desfecho".
Obviamente que não tenho muito a fazer a não ser esperar, do contrário minha avidez por desfechos "definitivos" já teria providenciado os resultados (ou posto tudo a perder).
Se parar para pensar que nos próximos dias minha vida tomará um de cinco rumos tão significativos quanto distintos, enlouqueço.
No meu caso, tenho tentado relaxar e internalizar confiança na vida - "tudo há de se encaminhar para o melhor desfecho".
Obviamente que não tenho muito a fazer a não ser esperar, do contrário minha avidez por desfechos "definitivos" já teria providenciado os resultados (ou posto tudo a perder).
Se parar para pensar que nos próximos dias minha vida tomará um de cinco rumos tão significativos quanto distintos, enlouqueço.
In love with Alain.
Eis um cara que entende das coisas. Alain de Botton é o autor de "Ensaios de Amor", o livro que vem atrasando meu horário de dormir e ajudando a espantar alguns fantasmas...
No capítulo "Medo da Felicidade" ele diz:
"'Toda a infelicidade do homem vem de uma incapacidade de ficar em seu quarto sozinho', disse Pascal, defendendo a necessidade de o homem construir seus próprios recursos sobre e contra uma dependência debilitadora da esfera social. Mas como isso poderia ser conseguido no amor? Proust conta a história de Maomé II, que, sentindo que estava se apaixonando por uma das esposas do harém, mandou matá-la imediatamente porque não queria viver em ligação espiritual com alguém. Tirando isso, eu há muito tempo havia abandonado a esperança de alcançar a auto-suficiência. Eu havia saído do meu quarto, e começado a amar alguém - passando assim a correr o risco inseparável de basear a vida ao redor de outro ser humano.
(...)
Amantes podem matar sua própria história de amor apenas porque são incapazes de tolerar a incerteza, o puro risco, de que sua experiência de felicidade tenha dado certo."
Soa, em um primeiro momento, como covardia. Confesso que sempre tive uma certa tendência a achar problemas inexistentes para justificar meu medo de correr riscos e a tentar pular fora o quanto antes. Felizmente não sou mais assim (acho).
Guess what: a vida é correr riscos. Se tudo viesse com certificado de garantia perderíamos muito em aprendizagem e em paixão. É isso que faz o processo ter graça, é isso que faz com que nos sintamos vivos! E, se der errado, provavelmente haverá sofrimento, mas ninguém sai morto.
E segue-se pela estrada do apaixonamento. Tome o primeiro retorno (ou faça qualquer outra coisa, mas mude de pista!) caso constate que a via é de mão única. Mudança constante de direção equivale a 'one-way road': mude de pista. Ou, no meu caso, melhor ficar por algum tempo nos boxes...
The tough gets going when the going gets tough!
No capítulo "Medo da Felicidade" ele diz:
"'Toda a infelicidade do homem vem de uma incapacidade de ficar em seu quarto sozinho', disse Pascal, defendendo a necessidade de o homem construir seus próprios recursos sobre e contra uma dependência debilitadora da esfera social. Mas como isso poderia ser conseguido no amor? Proust conta a história de Maomé II, que, sentindo que estava se apaixonando por uma das esposas do harém, mandou matá-la imediatamente porque não queria viver em ligação espiritual com alguém. Tirando isso, eu há muito tempo havia abandonado a esperança de alcançar a auto-suficiência. Eu havia saído do meu quarto, e começado a amar alguém - passando assim a correr o risco inseparável de basear a vida ao redor de outro ser humano.
(...)
Amantes podem matar sua própria história de amor apenas porque são incapazes de tolerar a incerteza, o puro risco, de que sua experiência de felicidade tenha dado certo."
Soa, em um primeiro momento, como covardia. Confesso que sempre tive uma certa tendência a achar problemas inexistentes para justificar meu medo de correr riscos e a tentar pular fora o quanto antes. Felizmente não sou mais assim (acho).
Guess what: a vida é correr riscos. Se tudo viesse com certificado de garantia perderíamos muito em aprendizagem e em paixão. É isso que faz o processo ter graça, é isso que faz com que nos sintamos vivos! E, se der errado, provavelmente haverá sofrimento, mas ninguém sai morto.
E segue-se pela estrada do apaixonamento. Tome o primeiro retorno (ou faça qualquer outra coisa, mas mude de pista!) caso constate que a via é de mão única. Mudança constante de direção equivale a 'one-way road': mude de pista. Ou, no meu caso, melhor ficar por algum tempo nos boxes...
The tough gets going when the going gets tough!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Back in business
Decidi (por ora?) reativar o projeto blog, depois de...hum, uns 4 anos sem escrever. Sequer me lembro do endereço anterior, tive que criar tudo de novo.
Não tenho muita idéia do motivo que me levou a parar esses minutos para fazer isso, mas desconfio que seja (entre outras coisas) pela quase constante angústia que vem me incomodando.
Às vezes mais, às vezes menos, mas sempre lá, como areia no sapato.
Muitas (in)definições à vista. E nos poucos (mas importantes) aspectos da minha vida que cabem a mim definir tenho me revelado uma grandecíssima incompetente - há alguns meses, aliás. Pura teimosia.
I smoked a lot of sky, drank a lot of rain, anything to ease my pain...
Não tenho muita idéia do motivo que me levou a parar esses minutos para fazer isso, mas desconfio que seja (entre outras coisas) pela quase constante angústia que vem me incomodando.
Às vezes mais, às vezes menos, mas sempre lá, como areia no sapato.
Muitas (in)definições à vista. E nos poucos (mas importantes) aspectos da minha vida que cabem a mim definir tenho me revelado uma grandecíssima incompetente - há alguns meses, aliás. Pura teimosia.
I smoked a lot of sky, drank a lot of rain, anything to ease my pain...
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